Sinopse:
Os lobos foram pintados com um pincel negro nos contos de fada e até hoje assustam meninas indefesas. Mas nem sempre eles foram vistos como criaturas terríveis e violentas. Na Grécia antiga e em Roma, o animal era o consorte de Artemis, a caçadora, e carinhosamente amamentava os heróis. A analista junguiana Clarissa Pinkola Estés acredita que na nossa sociedade as mulheres vêm sendo tratadas de uma forma semelhante. Ao investigar o esmagamento da natureza instintiva feminina, Clarissa descobriu a chave da sensação de impotência da mulher moderna. Seu livro, Mulheres que correm com os lobos, ficou durante um ano na lista de mais vendidos nos Estados Unidos. Abordando 19 mitos, lendas e contos de fada, como a história do patinho feio e do Barba-Azul, Estés mostra como a natureza instintiva da mulher foi sendo domesticada ao longo dos tempos, num processo que punia todas aquelas que se rebelavam. Segundo a analista, a exemplo das florestas virgens e dos animais silvestres, os instintos foram devastados e os ciclos naturais femininos transformados à força em ritmos artificiais para agradar aos outros. Mas sua energia vital, segundo ela, pode ser restaurada por escavações psíquico-arqueológicas' nas ruínas do mundo subterrâneo. Até o ponto em que, emergindo das grossas camadas de condicionamento cultural, apareça a corajosa loba que vive em cada mulher. Clássico dos estudos sobre o sagrado feminino e o feminismo, o livro é o primeiro de uma série de longsellers da Rocco a ganhar edição com novo projeto gráfico e capa dura.
Título: Mulheres que correm com lobos
Autora: Clarissa Pinkola Estés
576 páginas
Editora: Rocco
Lançamento em: 17 setembro de 2018
Esse livro é um clássico no universo feminino, e a principal abordagem dele é fazer um
resgate da mulher com todas as suas virtudes e os seus dons.
Ela trabalha os resgates através da abordagem de arquétipos, do ato de contar histórias,
teve uma parte que gostei muito que ela nos mostra a nossa relação com os pés que esse
mundo moderno nos impôs o uso de calçados, o que cria uma barreira que nos afasta da
nossa essência de um contato direto com a terra.
E ela faz um convite ao longo do livro pra que a gente entre em contato com a nossa alma
nossa natureza mais profunda, e ela uma até um conceito para isso de "vida-morte-vida",
que se baseia em deixar viver aquilo que nos faz bem e até ressuscitar aspectos antes
esquecidos assim como deixar morrer aquilo que já não nos serve mais, que não nos faz
bem.
Considero como uma leitura muito recomendada para qualquer fase da vida pois nos clareia
a mente para outras formas de pensar que vão além as vezes do que conseguimos ver nesse
mundo repleto de vários véus que nos impedem de ver o todo.


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